Synerjet faz voo humanitário com órgãos para transplante

São Paulo, novembro de 2024 – A Synerjet realizou no início deste mês um voo humanitário para o transporte de órgãos para transplante. A ação ajudou três pessoas que estavam na fila de espera para receber os órgãos, que foram captados em Santa Helena de Goiás (GO) e levados até São Paulo (SP) a bordo do turbo-hélice Pilatus PC-12 da empresa por meio do programa TransplantAR Aviação Solidária. A bordo do avião, cinco médicos foram os responsáveis pela retirada dos órgãos de um paciente com morte cerebral. Foram coletados o coração e os dois pulmões.

Para Fábio Rebello, CCO da Synerjet, a realização desse voo é um momento histórico da empresa. “Estamos felizes por participarmos dessa ação em parceria com o TransplantAR. Sabemos de todos os desafios pelos quais os que esperam por um órgão passam, principalmente os logísticos, e nos orgulha saber que três pacientes terão uma chance de sobrevida graças à nossa ação”.

A intenção da Synerjet é participar cada vez mais do programa e também ajudar a promover a iniciativa. O TransplantAR Aviação Solidária é um programa lançado pelo Governo de São Paulo em setembro passado, que tem como objetivo utilizar aeronaves privadas para o transporte gratuito de órgãos para transplantes. Esse tipo de aeronave, além de agilizar o processo de transporte, consegue pousar em locais distantes e remotos, com pouca infraestrutura aeroportuária, como é o caso de Santa Helena de Goiás, distante 200 quilômetros da capital do estado, Goiânia.

O Brasil é um dos países que mais realiza transplantes de órgãos no mundo. No primeiro semestre deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) atingiu número recorde ao fazer mais de 14 mil transplantes, superando o mesmo período de 2023. Os transplantes mais comuns incluem rins, fígado, coração, pulmão e pâncreas.

Hoje, o país tem uma lista de espera por doação de órgãos de aproximadamente 64 mil pessoas. O tempo de espera pode variar bastante dependendo da região e da disponibilidade de doadores. Estados do Sul e Sudeste, como Paraná e São Paulo, apresentam índices elevados de doação, com taxas acima de 40 doadores por milhão de habitantes, enquanto regiões do Norte e Centro-Oeste veem esse número cair para cinco doadores por milhão.

Essas diferenças estão associadas a desafios estruturais e de conscientização, mas também de logística. Por isso a importância do voo humanitário realizado pela Synerjet, que ajudou a salvar a vida de três pessoas.

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